O que é sexo normal?

O manual da psiquiatria está sendo revisto. Entre os novos distúrbios deverá estar o impulso incontrolável de fazer sexo.

Fernanda Colavitti e Rodrigo Turrer























Praticante de sadomasoquismo imobilizada por uma técnica japonesa, no Clube BDSM Dominna em São Paulo.(SrWZ e princesaWZ-março 2010 ediçao 615)

A paulistana Priscila S., de 49 anos, considera sua vida absolutamente normal. Ela dá aulas de inglês, faz ginástica, gosta de ir ao teatro e a bares e restaurantes com o marido e os amigos. Priscila diz que seu casamento sempre foi ótimo e está ainda melhor desde 2000, depois que o casal descobriu o BDSM, sigla para a expressão Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo. Os adeptos da prática gostam de dominar ou ser submissos para atingir o prazer sexual, o que pode ou não envolver dor. Há os que, como Priscila, se excitam ao ser amarrados ou ficar pendurados nus por horas sendo observados. E aqueles que, como seu marido, sentem prazer em amarrar, dominar e, às vezes, dar mais do que uns tapinhas. Tudo é feito com o consentimento do outro. “É uma sensação indescritível de bem-estar”, afirma a professora. A prática que dá prazer a Priscila é classificada como distúrbio psiquiátrico pela Associação de Psiquiatria Americana (APA). A entidade elabora o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais (DSM), referência para médicos de todo o mundo.

Publicado em 1952 e atualizado pela quarta e última vez em 1994 (houve apenas uma revisão de texto em 2000), o documento de 943 páginas, que descreve cerca de 300 distúrbios psiquiátricos – entre eles os sexuais –, está sendo reformulado. O DSM-5 será publicado em 2013, mas a lista com as propostas dos comportamentos que passam a ser considerados anormais, os que deixam de ser e os que se mantêm foi divulgada em fevereiro. Aqueles que, como Priscila, não concordam com a permanência das práticas de BDSM no manual, como está sendo proposto, ou com qualquer outro item da lista, poderão se manifestar. O rascunho ficará disponível na internet (www.dsm5.org) até abril.

Se depender do apoio de maridos pegos sobre a cerca, uma das propostas que deve fazer sucesso é transformar o impulso sexual excessivo – ou compulsão sexual – oficialmente em transtorno psiquiátrico. Estima-se que o problema – caracterizado pela obsessão incontrolável pelo ato sexual, capaz de prejudicar a capacidade de concentração e de dedicação às tarefas do dia a dia e comprometer o trabalho, a saúde e os relacionamentos da pessoa – afete cerca de 6% da população dos Estados Unidos. Mesmo assim, tal impulso incontrolável é visto com certa desconfiança, dada a quantidade de homens que já apelaram a ele para justificar suas aventuras sexuais fora do casamento. Depois de antecessores famosos como os atores Michael Douglas e David Duchovny, o compulsivo da vez é Tiger Woods, que deu uma entrevista coletiva se desculpando por seu problema incontrolável na semana passada. O campeão de golfe passou um tempo internado para tratar da suposta compulsão sexual depois que vieram à tona seu caso extraconjugal com uma garçonete de Nova York e aventuras com pelo menos uma dezena de outras mulheres.


Estima-se que a hipersexualidade prejudique
a vida de 6% da população americana



A vantagem de incluir no novo manual uma doença que já é tratada pela medicina, segundo o psiquiatra Luiz Alberto Hetem, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, é poder estudá-la mais detalhadamente e descobrir quais tratamentos e intervenções dão melhores resultados. No caso da hipersexualidade, isso também poderá aumentar a credibilidade dos pacientes. “Mas pode ter como efeito colateral mais justificativas médicas para casos de adultério”, diz. De acordo com Hetem, mais controversa do que a proposta de incluir a hipersexualidade no rol das doenças psiquiátricas é a que pode servir de argumento para livrar estupradores da cadeia. Ele diz que essa é a segunda vez que se considera incluir no DSM o Transtorno Obsessivo Coercivo, definido como “fantasias e desejos intensos com a possibilidade de forçar outra pessoa a fazer sexo”. A primeira foi em 1984, na terceira revisão do documento. A inclusão foi rejeitada, pois os responsáveis concluíram que seria impossível validar de maneira confiável o que diferenciava os estupradores doentes dos antissociais. A proposta atual continua com a mesma dificuldade. Mesmo os especialistas que não são contrários a ela, como o psiquiatra Aderbal Vieira Júnior, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes, da Unifesp, acreditam que ela deve ser barrada novamente. “O conceito é bom, não me oponho. Nem toda pessoa que comete estupro tem personalidade amoral, a maior parte sofre com o que está fazendo”, afirma. “Mas é fato que qualquer estuprador pego vai alegar o transtorno. E o diagnóstico é feito com base no relato do paciente.”


Comportamentos sexuais só devem ser tratados quando
prejudicam a vida de alguém, dizem psiquiatras



Um dos grandes problemas de transformar comportamentos em distúrbios mentais é definir o limite entre a normalidade e o excêntrico, o inofensivo e o prejudicial. Em relação ao sexo, quais práticas são naturais e quais precisam de intervenção médica? Com base em que isso é definido? O conceito de saudável para a Organização Mundial da Saúde (OMS) define-se pelo “bem-estar biopsicossocial do ser humano”. Guiados por essa definição, os profissionais que estudam a mente humana dizem que comportamentos sexuais só precisam ser tratados quando afetam negativamente a vida do indivíduo ou dos que se relacionam com ele. “Se a pessoa não sofrer e não prejudicar terceiros, não é uma patologia”, diz Ronaldo Pamplona, psiquiatra e sexólogo, autor do livro Os 11 sexos, as múltiplas faces da sexualidade humana. O objetivo do DSM, portanto, é apenas servir como base para o diagnóstico e a identificação de um distúrbio.

“A partir do reconhecimento do problema é possível conduzir um tratamento não para curar, mas para reduzir o sofrimento da pessoa.” E apenas quando este for o desejo do indivíduo, como foi o do advogado paulistano que prefere ser identificado como Márcio (nome adotado para proteger sua identidade). Ele é crossdresser, alguém com compulsão de se vestir e se portar como mulher, e fez 15 anos de terapia. Aos 46, casado, com uma filha, profissional de sucesso, leva uma vida tranquila. Duas vezes por semana ele se transforma em Márcia, em um apartamento que mantém no centro da cidade. “Não me sinto doente. Sou diferente dos padrões morais e éticos da sociedade”, diz. “O fato de eu não poder pôr para fora meus sentimentos é que me causava problemas, mas a terapia me ajudou a me aceitar.” O comportamento do advogado está descrito na atual versão do DSM, no capítulo das “parafilias”, definidas como preferências ou obsessões por práticas sexuais socialmente não aceitas. A proposta é que continue no DSM-5.


Márcio tem duas visões distintas sobre a lista de parafilias do manual psiquiátrico, que também inclui – e deverá manter – o voyeurismo (obtenção de prazer sexual através da observação de outras pessoas) e o fetichismo (uso compulsivo de objetos ou partes do corpo como estímulo à satisfação sexual.). Como advogado, é contra a retirada de algumas delas da classificação. Na Justiça, é preciso comprovar a “doença” para ter direito a atendimento médico público – inclusive para a operação de mudança de sexo em transgêneros. Como crossdresser, não acredita na necessidade de estar incluído numa lista de distúrbios. “Os comportamentos desviantes têm de ser analisados caso a caso, não precisam estar numa lista”, diz.

A lista é necessária, afirmam os médicos, porque ela vai orientar os diagnósticos clínicos e a pesquisa científica. Segundo a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, a classificação ajuda a normatizar. “Um psiquiatra recém-formado se baseia nela até aprender todas as características que fazem parte de determinado quadro clínico”, diz. Daí a necessidade das revisões periódicas. Um psiquiatra que estudou há 30 anos aprendeu que a pedofilia era um distúrbio exclusivamente masculino. Não é verdade, hoje se sabe. Até 1970, a homossexualidade era tratada como doença e fazia parte do DSM. Talvez não tivesse permanecido ali por tanto tempo se os homossexuais tivessem tido a oportunidade de se manifestar, como agora podem fazer os sadomasoquistas, os crossdressers e todos os que se identificarem na lista que está sendo proposta e não concordarem com ela. “Ainda que a decisão final caiba ao grupo de pesquisadores envolvidos na revisão, tenho certeza de que a opinião pública vai pesar”, diz o psiquiatra Luiz Alberto Hetem.



A lista das doenças sexuais
As propostas serão discutidas publicamente até abril


Distúrbio hipersexual – Conhecido como impulso sexual excessivo, o problema se caracteriza por fantasias, desejos e comportamentos sexuais tão intensos que trazem prejuízos à vida social e profissional da pessoa – e que persistem por um período acima de seis meses

Distúrbio parafílico coercivo – Fantasias e desejos intensos com a possibilidade de forçar outra pessoa a fazer sexo. O doente sente-se perturbado ou prejudicado por essa fixação, que passa a ser considerada distúrbio se durar mais do que seis meses

Distúrbio da excitação sexual em mulheres – Falta de interesse e excitação sexual (ausência de lubrificação) por um período de até seis meses, desde que a situação cause desconforto e prejuízo à pessoa. Se a mulher não se incomoda com a ausência do desejo, não é considerada doente

Distúrbio da excitação sexual em homens – A descrição é igual à das mulheres, com a troca de lubrificação por ereção

Dor pélvico-genital ou desordem da penetração – Conhecida anteriormente como “transtornos sexuais dolorosos” (dispareunia e vaginismo), a dor atinge as mulheres antes, durante ou depois da penetração. Tem causa emocional quando os exames não apontam nenhum problema orgânico



Distúrbio da aversão sexual – Aversão extrema e persistente a todo tipo de atividade sexual, caracterizada pelo medo e, às vezes, acompanhada por episódios de pânico. A aversão sexual ocasionalmente ocorre em homens, mas é muito mais comum em mulheres







http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI124263-15228,00-FACA+O+TESTE+E+DESCUBRA+SE+VOCE+SOFRE+DE+TRANSTORNO+HIPERSEXUAL.html

..die Musikalische Untermalung zu diesem Bild ____________ DRAGONROPE

an art monograph in all that term invokes: a huge slab of (mocking) self-important austerity and peer group awe-provoking coffee table worthiness - marc blurs the boundaries between doodles and comix and fine “aht” - somewhere between pascal doury and basquiat - tho not much like either - but much akin to art brut in [...]

 

Best news this summer:

 Osada Steve-sama has agreed to visit
Copenhagen
to teach kinbaku-classes in Sept. 2009! :o)



About Workshops/ info:

http://www.osadasteve.com/cph/

best, nekoko ^^
...so much looking foreward



more of Osada Steve's works a.o. on:
www.tokyobound.com , www.asanawa.com or www.osadasteve.com

Welcome Visitors!

This is my new site. My former bondage performance art project ArtSensual.com has been closed in April 2009 for good. I'm off to new horizons and this site is one of the visible results.

Kinbaku-Art.com is set out to be the site about my activities, like shows, workshops, shootings, articles and other writings. Kinbaku-Art.com is the site to see and experience the way I see and practise Kinbaku, this beautiful style of Japanese bondage. If you want to learn more about me click here: Info about Zamil .

You are more than welcome to provide feedback. Just send me a note using one of the many contact options on this site. 

2012年は「フェチ充(実)」な年だった。
パイ投げ 他
この言葉を教えてくれたSAさんと出会えたのも2012だったなーっ
そう・・昨年の今頃は「ゼンタイ」とか「ウエット&メッシー」なんてどこか遠い世界の出来ごとであった。
まさか自分がハマっちゃうなんて思わないよね、普通。...

PUBLIC PERFORMANCE on 2012, February 11

Paris – Cris & Chuchotements / Les Gouters du Divin Marquis

We are happy to announce our next public performance : the Shibari School team will share his passion for bondage with people attending to the club … if you are in Paris on this date, don’t hesitate to join us !

public performance IN ONE MONTH ...

i was looking for this shoko nakagawa x mika ninagawa photobook last year but never found it (too abnormal for normal bookstores and not perverted enough for perv bookstores?) - now i stopped looking, and forgotten about it, i’ve suddenly found a copy (at an art museum shop) shoko nakagawa (wikipedia states) is a japanese idol, [...]

毎週月曜日更新!
小林電人、待望の第二作目好評連載中
全ての国民は2年間、国に全てを捧げて奉仕する義務がある――。日本によく似た、しかし異なる某国で「奉仕者」の立場に転落した女たちが辿る、絶対服従の日々。飼育・調教が法律によって認められた世界で繰り広げられる、 異色エロティックロマン!

私は、

ここ最近は、夜中に動くことが多くいつもこんな時間に。そんな感じで、fotologueに少し前に撮った写真をアップしました。http://fotologue.jp/deliphoto/モデル:千代治YOUTUBE:DELIPHOTOチャンネル【PC版】YOUTUBE:DELIPHOTOチャンネル【携帯版】包帯写真・Deliphoto ...

[..le dernier cri delights to be continued anon…]

伊東篤宏ライブ観て来ました。 atsuhiro ito : silent emission in VACANT(3 May 2010) VACANTはインディ系写真集を沢山並べてあるようなスペースのお店でした。 会場は2階のフロアで、整理券の順で入場待ちする人々でごった返しておりました。 係員の誘導...

photo by 緊縛blog 1000万hit記念 感謝動画 (画像をクリックすると大きなサイズでご覧いただけます★)調教が始まって1年半程。私の欲しい快感はただイクという事ではなくなっています。イって気持ちいいのは、前戯に近いレベル本当に欲しいのは本気で、ありったけの力で快感に抵抗しそうな・・・自分の身体で受け止める限界を超えた快感。そんなモノになってきています。もしも、手や足に縄が掛かっていなければ身体に掛かってる

kosugiseiko.jpg
音楽室をモチーフにしたセットに制服姿で登場します。この頃、セーラー服への規制が厳しかったので、制服姿に見える「なんちゃって女子校生」を普通の服でこしらえ撮影しています。私服の寄せ集めで女子校生をイメージさせたわけです。

FFM by Night 1 Einsortiert unter:Fotoshooting...

Hiya! Finally found some time to do some long overdue site updates.

For the moment we have changed the site in a nice christmas look and feel. Truly hope everyone is having a great time!

Also, the media section has been updated with a new publication (cover photo, article and photo's).

Finally added some shots of some of

trevor x nananano

first glimpses of the trevor brown cosplay project of the model nananano – these are being produced for sale at fetifes (a fetish festival) next month – i believe being sold as a slim booklet and photo post cards(?) – eight images have been done: “bloodsucker”, “seppuku”, “amputee” (from...

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